25.1.11

O fim do blog

Não é fácil escrever este texto.

Há exatos quatro anos, publiquei um texto na internet. Era o início do meu blog. Blog que veio a se tornar o Zaratustra tem que morrer.

Hoje, quatro anos depois, percebo que Zaratustra está morto.

Não há mais o que caçar, não há mais texto que caiba aqui.

Eu não sinto mais vontade de escrever neste espaço, perdi a motivação.

Eu ainda amo escrever e continuarei fazendo isto e mantendo meus projetos de contos, crônicas e, quem sabe, um dia em que eu for suficientemente engajado e vivido, venha um romance.

Mas não existe razão para que eu mantenha este espaço.

Foram bons quatro anos caçando Zaratustra e tentando comemorar a imperfeição humana. Hoje, estou diferente.

O fim do blog vem coroar o fim de um ciclo na minha vida pessoal e isso é motivo suficiente para que eu não me identifique mais com este projeto.

No dia do seu aniversário, Zaratustra tem que morrer, eu mesmo, seu criador, o mato. É meu direito.

Descanse em paz.

14 comentários:

karen disse...

e que venha um livro! :P
saudades, Victão.

M. L. disse...

Confesso que me bateu uma ponta de tristeza ao ver o fim do blog. Porém, há boas razões para isso: Uma nova fase na vida. O importante é continuar a escrever e não desistir de seu livro.

Que ele descanse em paz!

;*

Renato Ciconet disse...

Protesto!!! Ainda não era hora de matar Zaratustra!!!

Marina disse...

É uma pena. Presencio com tristeza este momento. Só espero que não sejam essas as últimas palavras suas que eu lerei. Como anda o projeto do livro?

Beijos, Victor.

Bruna Morgan disse...

Isso é triste.
Quando voltar com algum blog, ou algum livro, não deixe de me avisar!

Thg disse...

"Deus está morto", Nietzsche, 1885. "Nietzsche está morto", Deus, 1900.

Nossa que genialidade! Aonde buscastes tanta imaginação para esta frase? Será que com sua sobrinha de seis anos? Não se podem matar os imortais, pois, eles sempre, mais ou menos intensamente, habitam as mentes e corações. Só morrem para dar lugar a um superior, no entanto, estes superiores em maior ou menor grau trazem consigo o póstumo, e de maneira diluída passam suas sementes as próximas gerações. Na verdade não morrem: assumem uma nova forma...

É a primeira vez que visito seu blog. Excetuando a questão acima, gosteis das descrições vista aqui.

Thg disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
gestalt.riopreto disse...

É preciso morrer para renascer... Fiquei com vontade de conhecer que fase foi essa que acabou... E qual é a que se inicia...
Quais as dores de parto e quais as necessidades básicas desta nova fase...
Do que será necessário se despedir e o que o Zaratustra teria para pegar de volta ou devolver a você para realmente morrer... Curiosidade, Victor H., curiosidade!

gestalt.riopreto disse...

Admiro a tua coragem, borocototo...
Só me resta dizer que eu amo, amei e vou continuar a amar o Zaratustra, o blog mais nietzcheano e fenomenológico que já tive oportunidade de conhecer, humano, demasiadamente humano!
Pretendo ser o seu agente literário para publicá-lo...

re disse...

Que pena!
Quando fiquei sabendo da idéia eu não quis acreditar, não imaginei que tivesse coragem de tamanha morte.
Aniquilamento! Essa é a sensação.
Putz que merda!.

Zaratustra disse...

Morri.

Reinaldo C. Zanardi disse...

Uma pena! Que descanse em paz!

Lucas disse...

va lá, vida nova! : ) abraços e noticie dos novos projetos.

Unknown disse...

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