4.12.07

Never Stop the Music

TV é um tipo de loteria. Há dias em que queremos nos matar por estar passando três programas legais em canais diferentes ao mesmo tempo. E há dias em que nada presta na programação. Como eu raramente vejo TV, essa loteria fica tão impossível quanto ganhar na megasena.

Uma terça, na hora do almoço, não era exatamente o dia dos programas legais. Pelo contrário, era tão chato que a coisa mais interessante de se ver era a TV Senado.

Alguns venerandos senadores da Comissão de Educação, presidida pelo candidato-de-uma-nota-só, Cristovam Buarque, colocavam em pauta um projeto de lei que torna obrigatório o ensino da música na educação básica (antigo ensino fundamental).

"Ótimo!", pensei. Está aí uma iniciativa legal. Dessas que raramente os políticos propõem, pois não angariam nenhum voto para a próxima eleição com isso. Paradoxo estranho esse. O que é proveitoso e bom para a população não garante voto mais adiante, ao passo que uma ou duas pontes e umas praças restauradas são mais do que expostos na hora de lembrar o eleitor em quem ele deve votar.

Enfim, música sempre foi apontada por pedagogos, psicólogos e outros pesquisadores como uma boa forma de desenvolver a capacidade mental das crianças. Eu mesmo adoraria ter tido essa matéria na escola. Além de ser algo agradável, muitos anos depois poderia servir para conquistar garotas. Não conheço nenhuma menina que não ache demais um cara tocar algum instrumento.

Mas mesmo que eu não saiba tocar nada, não posso negar que a música tenha um papel fundamental na minha vida. É tão intenso quanto um vício, pois onde vou a desejo. Se estou num lugar bom, há grandes probabilidades de que esteja tocando música nesse lugar, ou então de que eu esteja pensando em alguma boa música. Se estou num lugar chato, torço para chegar logo em casa e desfrutar das minhas mp3. Música está em todo lugar. Toda hora.

Sincronizada com a exibição da TV Senado, uma apresentação de chorinho começou na Concha Acústica, lugar onde rolam alguns eventos musicais, que fica na praça em frente ao meu prédio. A tranquilidade da música me acalmou, levando-me para algum lugar longínquo, onde a aproveitei ao máximo. Essa mesma Concha já me despertou do sono com jazz, blues, corais. Já chamou minha atenção com bandas de rock e mpb, nas suas apresentações vespertinas de toda sexta-feira. E até mesmo me surpreendeu com um jam entre uma banda de prog rock e um grupo de hip hop londrinenses.

Onde quer que eu esteja: em casa, na universidade, no ônibus, em festas. Tanto faz. A música está lá, companheira inseparável, que ora me anima ora me deprime, dependendo de sua melodia e letra.

Sabiamente, os portentosos senadores votaram pela promulgação do projeto de lei. Que as crianças aprendam com gosto a cultivar essa companheira de todas as horas!

6 comentários:

Vanessa disse...

A Ana está te deixando MUITO indie!

u.u'

Tyler Bazz disse...

É só tomar cuidado com o que fazem com a música, hehehehehe..

E vc devia ver mais tv :D


E vc sempre foi indie, não é culpa da Ana.

Thatá disse...

so vc pra assistir tv senado!!!!

=P


ahh
eu amooooooo musica tb...
axo q boa parte eh por conta dos meus pais.. q tb sao viciados em musica...


onde eu to tem q ter uma musica tocando tb!=P


bjooo

A_for_Anetta disse...

Nunca é tarde pra aprender tocar um instrumento e conquistar garotas.

ma belle disse...

sim, musicos atraem garotas
mas naum musicos tb...


ixi, me confudi agora!!!!!!

thays disse...

Talvez as pessoas precisem de trilha sonora, música deveria ser algo obrigatório em cada lugar.
Crianças musicalmente inteligentes, por favor.