23.11.07

Introduzindo Sophia

Sophia acordou esbaforida de seu sono habitual. Por uma qualidade técnica, não estava suando, tampouco suando frio. Não poderia, é lógico, uma vez que seu corpo cyborg não possuía glândulas sudoríparas (“Por que eu iria querer suar?!”, diria ela, como que brava, mas escondendo que seu pacote de implantação não incluía algumas glândulas e funções do corpo humano). Mas ser um cyborg não significa robotizar um humano. Um cyborg é um híbrido entre humanos e máquinas. Era algo essencial àquela época, assim como Ipods no século XXI.

Por ter um lado humano, demasiado humano, Sophia era passível de ter pesadelos. Como poderia se livrar dos sonhos? Seu encéfalo e medula espinhal eram originalmente de seu antigo corpo carnal, era o pressuposto para a existência completa de um cyborg. Assim sendo, seu cérebro estava lá, juntamente com seus inúmeros neurônios, sinapses e axônios. Logo, sonhava. E sonhava bastante até, mais do que gostaria.

Se há sonhos, entretanto, há pesadelos. Assim como onde há luz, há sombra, ou qualquer dicotomia complementar. O pesadelo de Sophia era do tipo existencial. Via-se frente ao espelho, impávida, como que a tentar procurar uma resposta para suas dúvidas. Subitamente, seu reflexo saía do espelho, abraçando-a, e esfaqueando seu ventre. Quatro, cinco vezes. Donde não jorrava sangue, mas dinheiro e engrenagens.

Não gostava de ter criatividade em pesadelos. “Coisa imprópria”, pensava. Criatividade gostava de ter quando pintava. E pintava bem, coisa que não nos interessa agora.

Sem sono a mais para desfrutar, mesmo porque só precisava de 3 horas de dele por dia, visto não precisar mais de repouso à carne, decidiu dar um upload no seu firewall. Abrindo a entrada lateral de seu pescoço, puxou dali fio extensível que foi se ligar à entrada plug do criado-mudo, com acesso à internet. Rapidamente, sua mente vasculhou alguns conteúdos de sites, indo achar o patch de upload na versão org do site da U.S. Robotics.

Começou a se indagar sobre o que era. Gostava de ter acesso à internet, cabos USB, uns HDs potentes, aparelho de comunicação conexo à mente, assim como tradutor de linguagem e decodificador de mais de 25 mil tipos de códigos. Mas pensava demais, sem envolver nisso nenhuma função tecnológica sua. Pensava e sentia dor diferente à dor que seus receptores sensíveis sentiam ao levar uma agulhada, por exemplo. Era uma dor dilacerante. Inexplicável.

Frustrada e ansiosa, tomou uma atitude firme e essencial em sua época, capaz de curar dores de diversos tipos dentro das mentes ainda humanas e frágeis: ligou para sua psicóloga.

_____

Nem tudo muda em passado, presente ou futuro. Sophia veio para ficar, como protagonista e homenagem aos clássicos da ficção científica.

9 comentários:

Tyler Bazz disse...

Fio extensível???? NÃO TEM BLUE TOOTH???????
aUHAuhaUHAuhAUHauhAUHauhAUHauhA


Vamos ver o que a Sophia nos traz..


o/

Lígia disse...

Só uma coisa..WIRELESS já existe! Que mané fio! ahuheuhauheuae

mas é isso aí, vamos ver o que a Sophia da véia nos traz..

maila disse...

isso aí, bluetooth, foi a tecnologia mais estudada na minha matéria de novas tecnologias hahaha

gostei.
e quero ser psicologa =D
dsajkdosad


;*

Victor the Stranger disse...

Sophia não tem grana pra bluetooth haha

Fadinha... disse...

Frustrada e ansiosa, tomou uma atitude firme e essencial em sua época, capaz de curar dores de diversos tipos dentro das mentes ainda humanas e frágeis: ligou para sua psicóloga.



adorei essa parte!
=P

bjooo querido!

A_for_Anetta disse...

Até parece q os avós dela são psicologos uahauhauaau

PS1: até bloetooth vai ser baratinho, fikdik

PS2: (não vou fazer a piadinha =x) se ela é meio humano meio cyborg, significa que ela pode ser filha de um humano e de um androide? Interessante AUHAUAUA

=****

A_for_Anetta disse...

bluetooth*

marina disse...

adoro ficção científica!

karen disse...

Isaac Asimov (L)
muito bom, VIctão!