9.10.07

Onde estou?

7:10am

O relógio toca, trazendo-me de volta de um mundo distante qualquer. Claridade. Droga, não adianta colocar uma colcha na janela, não é a mesma coisa que uma cortina com blackout. Que dia é hoje mesmo? Vamos ver, feriado é dia 12, então a última sexta foi dia 5, hoje é, sábado, domingo, segunda, segunda dia 8. Aaaaaah, que saco, não quero ver a cara velha do professor. Preciso de um abraço.

Ok, chega de manha, não posso mais faltar, vou rodar na matéria desse jeito, vai, levanta Victor.

Abro os olhos, fixando-os no teto e dobro os joelhos, levantando-os para cima. Se eles ficarem assim não volto a dormir. Por fim me levanto, como se carregasse uma tonelada de peso nas costas no caminho da cama ao banheiro.

O rosto amassado e sonolento não é a melhor das visões para uma manhã tão bela.

Arrumo-me. Tomo um leite. Duas colheres e meia de nescau e uma e meia de açúcar, sempre, desde criança. Sem pão, sem manteiga, sem torradas, sem suco, sem nada, para desespero da irmã nutricionista e da mãe zelosa. "O café da manhã é a refeição mais importante!". Mas esse enjôo matutino... Se colocar qualquer coisa no estômago temo devolvê-lo violentamente pela mesma via de entrada.

O elevador demora. Não é lá muito fácil para o Atlas Schindler chegar ao vigésimo andar, o último, do condomínio residencial Centro Comercial Souza Naves. Mas ele chega, sempre chega. O melhor dele é sem dúvida o espelho. Ele me diz se eu derrubei pasta de dente na camiseta, se meu cabelo está despenteado atrás, se ainda há remela no olho, enfim, é um bom companheiro observador.

À rua, um bosque, uma praça, uma concha acústica, banca de jornal. Vários elementos ao redor me fazem pensar que estou no centro de São Paulo, ao invés da cidade interiorana do Paraná. Essa logo aparece, pois, por mais que prédios altos me cerquem, ônibus poluidores cruzem meu caminho, letreiros luminosos ofusquem minha visão, aviões barulhentos trespassem o céu e toda a estrutura de uma grande cidade se perfaça ao meu redor, ao cruzar a praça próximo ao terminal urbano, galinhas e galos cacarejam aleatórios a todo aquele movimento, como se ainda vivessem num sítio qualquer, a viver alegremente procurando por minhocas suculentas, tão alegremente quanto os velinhos sentados ali no banco, observadores mais do que atentos da vida alheia, sempre calmos, provavelmente mais do que prontos para uma partida de gamão e dominó.

Com esse contraste, fico perdido. Em que mundo estou mesmo?

2 comentários:

maila disse...

ressaca é?!
hahahhaa
londrina é tão massa *.*
quero ir pra esse mundo, um dia :D


:*

Thatá disse...

espelhos de elevador sao pessimos!!!!

eles sempre "acabam" com minha auto estima!!!!

isso sem contar qndo vc ta se olhando la.. eis q vc se lembra q tem uma camera e algm te observando naquela cena super agradavel!!!!



mas londrina eh legal!!
eu ate gosto daqui!!
apesar de tudo!=P

bjoo querido!!!