7.10.07

Estréia temida

Não é o primeiro nem o último, mas, no blog, figura como estréia. Com vocês, um poema:


Teatro Red Fox

Olhando mais atentamente
Nada é o que parece ser,
Aquele que finge mente?
Ou finge por que tem de fazer?

Como numa encenação da demência,
Assistamos ao teatro da essência:

Por trás do íntegro e correto
Há um imoral e vil desafeto,
Por trás do feliz e alegre
Há um deprimido ardendo em febre,
Por trás do querido e idolatrado
Há um inseguro e descontrolado,
E por trás de muita religiosa
Há uma puta toda pomposa.

Apenas atrás do Triste nada sobra,
Assiste o mundo numa platéia
De uma pessoa só. E aplaude surpreso.
Platéia-mundo às vezes o reverencia,
Mas riem.
“Monólogos são um horror!”, desdenham confessos,
Isso, no entanto, o Triste não sabe se quem disse foram frentes ou versos.

3 comentários:

Tyler Bazz disse...

Dá-lhe! \o/

luara disse...

vc é legal, cara aleatorio.


Da proxima vez leio todo o post e faço um comentario decente,prometo.

maila disse...

na verdade, nem gosto muito de poeminhas
mas esse foi bom (Y)
;)

;*