10.9.07

Não saia andando!

Café, café, muito café.

É preciso café para agüentar uma madrugada inteira de viagem. E gemada também.

Cheguei às 5. Fui tentar dormir às 5:30. Desisti às 6. Fiz o café da manhã às 6:30. E agora falta uma hora para começar a aula.

Bom dia com aula de sociologia! Ê maravilha...

Porventura, ocorre-me contar algo engraçado. Não que seja um lugar agradável, mas o pub do post anterior é um lugar de histórias bizarras.

Após quase ser barrado na entrada (aquele gorila que chamam segurança não sabe perceber a bruta semelhança que tem o Victor de 19 anos com o de 10 anos), noto a presença de uma menina voluptuosa a alguma distância de mim. Um rosto familiar. Alguém que eu já vi em Londrina.

É normal ver gente de Rio Preto em Londrina e vice-versa. Arrisco dizer que 1/3 da UEL é formada por rio-pretenses que deram uma banana pra Unesp e Usp e foram tentar a sorte no Paraná.

Sem lembrar exatamente onde já a havia visto, procuro uma mesa qualquer para sentar. Notando a presença chata da garçonete loira ao meu lado, acabo por pedir uma Serra Malte, cerveja bem apreciada no estado de SP.

- Um copo ou dois, senhor?
- Hum...dois, por favor.

Esperava um amigo meu, que teve a gentileza de atrasar muito. Melhor. Mais Serra Malte para mim.

Após muitos tempos, meu amigo e mais algumas pessoas chegam, e então nos dirigimos para perto da mesa de sinuca, único lugar sem 10 pessoas por metro quadrado no pub apertado e fedorento..

Dois agroboys dos mais toscos jogam bilhar de forma a parecerem os fodões, embora a camisa de um deles me lembrasse insistantemente um crente recém-saído do culto. A menina que eu havia reconhecido de Londrina aparece por ali e conversa com o agroboy mais arrumadinho. Quando eles terminam a partida, ela se aproxima da minha turma e convida alguém para fazer dupla com ela e jogar contra os agroboys. O Tyler aceita o convite e vai lá jogar.

Assisto o jogo meio por fora, sentado, sem dar muita atenção, ainda tentando descobrir onde havia visto a guria. Decido fazer uma gentileza para ver se descubro e faço um sinal para o Tyler chamá-la, quando ela se vira para mim, faço sinal para vir até minha direção.

- Oi - e sorrio, esse é o passo importante - quer deixar a bolsa aqui na mesa? - ela ficava entregando a bolsa toda hora para alguém para poder jogar.
- Opa! Demorou.
- Você é de Londrina, não? Juro que já te vi em algum lugar - atalho rapidamente.
- Balada. Você deve ter me visto em alguma balada. Mas não sou de lá. - e então ela falou algo sobre amigos e parentes que eu não prestei muita atenção. O que você faz lá?
- Direito - respondi tão rápido que parecia que havia decorado isso.
- Sério? - vi os olhos dela brilharem - eu vou ser sua bixete ano que vem então, presto esse ano pra lá.
- Mesmo? Legal! Mas vai aprendendo, lá não é bixete, é caloura.
- Tanto faz - e me encantei com a cara de "to nem aí" que ela fez. Eu costumo sair com o povo de cênicas lá.
- Ah...você é amiga da Leona? - perguntei com certo ar de desdém.

Porra, Victor, você estava falando de um gay para uma menina!

- Quem? Ah, espera, preciso jogar.

E então ela não voltou a falar comigo. Nem depois do jogo e tampouco nas duas vezes que esbarrei com ela durante a noite. Imagino a cara de tacho que fiquei. Não entendi nada. Enfim, não conhecia essa modalidade de fora. E olha que eu nem tentei nada, sem falar que ela estava sozinha, nem com amigas estava. Imagino como seria se isso virasse moda. O menino e a menina trocam olhares atrevidos, sorrisinhos colgates e chegam mesmo a dançar, então ele solta qualquer cantada:

- Você vem sempre aqui, gata? - um exemplo esdrúxulo, eu sei.

E ela vai embora, sem mais nem menos. A História precisaria ser reescrita depois disso!

Imagina se a Courtney Love fizesse isso com o Kurt Cobain, ou a Cláudia Raia com o Edson Celulari, ou qualquer casal estúpido acabasse simplesmente por que deu na telha da menina sair andando sem maiores explicações.

Essas coisas tiram os homens do sério. Mas calma, ela não corre perigo no trote do ano que vem. Eu acho.

Ah, esqueci de contar que ao acordar na quinta-feira, dia em que fui para Rio Preto, eu tive a estranha sensação de que conheceria uma menina de Londrina por lá. Medo.

E eu saio andando! Para a aula...

5 comentários:

Fadinha... disse...

"Arrisco dizer que 1/3 da UEL é formada por rio-pretenses"

tenho minhas duvidas!
se pa eh um pouco mais!!!
=P


meu..
so vc pra ter animo pra escrever essa hora da manha!


e eu ia comentar outra coisa aki, mas quem ler vai axar q eu sou meio louca (tudo bem q eu sou um pouco, mas vamos fazer de conta q eu sou normal!) depois eu comento intaum!!
hahaha

bjooo
;***

Monike disse...

Gostei... se juntasse tudo e transformasse, podia se tornar "As histórias de um caminhoneiro em fúria!" xP E eu teria o prazer de publicá-lo hauhauah ^^

Enfim, se ela saiu andando... é pq deveria, né não?! Talvez não fosse tudo aquilo que você esperassse... relaxa mais um pouco... se quiser eu faço uma massagem XD~

;*

Blog Desnecessário disse...

A Cláudia Raia e o Edson Celulari não estão mais juntos??? =O *boqueaberto!

Meu mundo desmoronou!

Tyler Bazz disse...

Eu aaaacho que você devia treinar na frente do espelho..
auhaUHAuhaUHAuahUHAuhaUHA

maila disse...

bom horário! ;D
e ahh que merda! kurt foi casado com aquela coisa, aposto que se fosse casado cmgo, ele nao se mataria.... ahhh eu daria tudo oq ele quisece! hahahah
coincidencia eu ter pensado nele o dia todo?! (mas nao escrevih ainda, oh merda! de novo?!)
OJKDSP[AOKDSAP[ODKSPAODKP[SAD
maldita sensação ;)

;*