25.7.07

Sinusite aguda e a nádega (parte 1)

Meus pulmões não são exatamente as coisas mais desenvoltas desse mundinho de Deus, talvez isso nem todos saibam. Quando criança tive bronquite e outras doenças relacionadas aos pulmões. Felizmente, não desenvolvi asma. Graças a Deus não fumo. Pra falar a verdade é graças à minha força de vontade mesmo.

Lembro de uma vez em que tive pneumonia, já adolescente. Perdi uns 3 quilos, foi horrível. Nessas horas a gente percebe que não é muito difícil um ser humano morrer, uma vez que o Reaper vai lhe indicando o caminho derradeiro com a displicência de um flanelinha. Acontece que eu acabei pegando o caminho errado e hoje estou aqui, vivo, há não ser que exista mesmo Matrix, escrevendo para algumas pessoas que lêem meu blog. Há pessoas que lêem meu blog, há sim.

Nessas férias de julho foi surpreendido por uma gripe. Coisa trivial, levando-se em conta a situação do mundo, com vírus e bactérias cada vez mais ousados. A mesma reação alérgica de sempre: dor de garganta, nariz com catarro, tosse aguda. Estranhamente, os sintomas não passavam. Pelo contrário, só pioravam. Resultado da brincadeira segundo o Dr. P: sinusite aguda.

O Dr P (prefiro não citar o nome) é um sujeito bem legal. Iria voltar para Londrina nesta quarta, mas a situação da minha tosse remetia aos meus dias de pneumonia; e isso não alegrou em nada a Dona Regina, minha mãe. Assim sendo tive que trocar a passagem e, como luvas, ganhei uma consulta inteiramente grátis (graças ao meu plano de saúde. uau, adoro ser da classe média...) com o Dr. P.

Como não tinha marcado consulta com antecedência, tive de amargar algumas horas na sala de espera da clínica, com direito a um pentelinho chorão loiro de 2 anos, muito parecido com meu irmãozinho, que, despoticamente, demonstrava ser um fedelho irritantemente mimado por seus pais, tios, avós e quem quer que seja. Havia também um oficial do corpo de bombeiros, bem alto, desses tipos que fazem as meninas soltarem gritinhos de escândalo (notem que os comportamentos que as mulheres copiam dos homens saem nela de uma maneira incrivelmente ridícula). Escrevendo agora não me recordo de ninguém mais, pois durante o restante do tempo na espera, entreti-me com Os Irmãos Karamázovi de Dostoiévski, que havia levado para lá, adivinhando o que me esperava.

Esse livro, dentro do consultório, salvou-me de certa maneira. Muitos médicos, creio mesmo que a maioria deles, não passa de um bando de pretensiosos grosseiros, que tratam seus pacientes com a mais fleumática distância possível. Mas Dostoiévski, o mais frio dos escritores ( ou nem tanto), superou esse médico em muito e chegou mesmo a me ajudar:

- Ah! Li esse livro na minha juventude, boa leitura, rapaz. Disse o Dr. P, enquanto averigüava descaradamente meu livro.

Dessa maneira, não me tratou o Dr. P como se fosse um presunto prestes a ser enfiado no misto quente (perdoem-se essa comparação). E pude mesmo sentir amabilidade pelo homem idoso, exceto quando ele começou a falar sobre as Mont Blanc de US$ 3.000 que ele possuía.

Mas de qualquer maneira, receitou-me remédios demais. E o pior: uma injeção.

Eu particularmente não tenho nenhum problema com injeções, até gosto. Mas a injeção era na bunda.

Chegando na farmácia, alegrei-me deveras, antes do tempo. Uma linda atendente fitava-me mais tempo do que o permitido às moças que se resguardam. Era aquele tipo que me faz perder a vergonha: cabelo preto liso, pele pálida, jeito altivo e ereto de andar, como de uma nobre. Já estava imaginando ela me dizer que aplicaria a injeção na minha bunda - o que seria pervertidamente delicioso - e eu brincando com ela que esperava um velho barrigudo e bigodudo no lugar dela. Arrancaria certamente risadas da minha princesa, e após isso sabe-se lá o que mais. Quando percebi, entretanto, tinha voltado ao Planeta Terra e ela dizia que não poderia aplicar aquela injeção pois aquela farmácia não trabalhava com aquela associação (deve ser associação de remédios, suponho).

Não me frustrei. Já frustrei-me demais com mulheres para deixar algo assim ocorrer novamente. Sorri e fui atrás de outra farmácia. Nesta, ninguém menos me esperava do que nosso amigo velho, barrigudo e bigodudo, o Carlinhos.

Que deprimente é ter 18, quase 19, anos e ter de tomar injeção na bunda. O Carlinhos foi ainda mais safado:

- Deita aí.

Deitar? Como assim? Ele tá brincando comigo? Não...não estava, o velhote queria que eu deitasse.

Deitei, obediente, droga. Não consegui relaxar a nádega, o que me rendeu uma dor chata na musculatura da bunda, que ainda persiste agora, na minha linda nádega, comprimida nessa cadeira estofada da lan house, de onde vos escrevo.

Bem, falta apenas 2 minutos para acabar meu tempo, portanto, não deixo a vocês uma conclusão digna para esta "crônica". Saibam antes de tudo que uma sinusite aguda é algo chato. E que...ah, deixa.

Até mais!

4 comentários:

Fadinha... disse...

eu tive asma qndo criança
hehe
foi triste!
=P
ate hj eh assim aki tb.. qq tosse eh motivo pra aparecer meu pai e minha mae no meu quarto perguntando se eu to bem...=P


dexa..
fica ai com sua sinusite q eu e a vanessa comemos pastel sozinhas amanha!
=P

bjooo ;*
se cuida!

P. † disse...

Masturbado mental!

Griet disse...

adorei a história de hj, kkkkkk

e bom, sebre injeções e sinusite eu manjo bastante, hahaha!!!!

se fosse aqui em londrina eu aplicava pra vc!
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

:*

Lígia disse...

"Não consegui relaxar a nádega, o que me rendeu uma dor chata na musculatura da bunda"

Huahuheuhaue isso foi demais!
E nossa, injeção é a coisa mais horrível..como você pode até gostar?

=**