26.7.07

Sinusite aguda e a nádega (parte 2)

Queria mesmo reaver o fim do último post, o da sinusite aguda. Não era mentira o fato de eu estar na lan house, com poucos minutos me restando. Mas o principal fator da pressa era minha mãe com vontade de mij...digo, de urinar. Não, ela não queria usar o banheiro da lan ("eu usando o banheiro que só vai esses pirralhos?!"). A pirralhos ela se refere provavelmente a garotos de 13 anos jogando Tíbia, Ragnarok, ou o que quer que seja essas merdas de nerd viciantes.

Acima de tudo, o último post estava repleto de uma emoção incontida, uma exultação. Não, não estava assim por causa do Carlinhos, seus beeshas. Esse velho que mais parece o Mário (lembra do Mário?) me aplica injeções desde que eu tenho tenra idade, por isso não tive vergonha por mostrar parte da minha bunda peluda ao peludo, digo, ao bigodudo. Ia eu dizendo ontem que até mesmo gostava de agulhas, e isso não é mentira, injeção no braço é algo legal, mas a nanotecnologia vai tornar isso obsoleto.

A maior mentira, entretanto, e, por favor, não me perdoem, é eu ter falado que é a minha princesa de cabelos pretos estava no caixa me atendendo. Não, não estava. Ela estava andando de um lado para o outro, seguida devidamente pelo meu olhar discreto. Que mal há em olhar? No pior dos casos, vou fazer o dia dela feliz, pois ela vai se sentir desejada. É um tipo de serviço à humanidade. Eu olho e salvo uma estima. Não agradeçam agora. Escrevi que ela me atendia para poupar tempo. Mas foi um erro, pois se ela me atendesse provavelmente eu me esforçaria para conversar com ela. Não que isso seja impulsivo, mas porque ela tinha cara de interessante mesmo.

Para falar a verdade, estou estranhando demasiadamente essa minha loquacidade. Gosto mais de escrever do que de falar, isso muitos sabem, mas também tenho falado bastante. O culpado disso? O livro ontem citado: Os Irmãos Karamázovi ... por quê? Ora, Dostoiévski é um mestre da dialética e não precisa jamais inferir as perspectivas de seus diálogos, pois se torna tão gostosamente claro para o leitor perceber o que o personagem do livro sente que, por mais russo que o escritor tente ser, ele acaba sendo universal. Quem sabe ele não é admirado pelo Dr. Spock, Darth Vader ou Kal-el. Enfim, é um livro admirável, sobre três irmãos muito diferentes um do outro, filhos de um pai libertino.

E para deixar completo o post de ontem, falta falar as animadoras palavras do Dr. P sobre a sinusite. Mostrando um quadro de um esquema do aparelho respiratório, o Dr. P apontou-me um rosto em que ele sinalizava para duas cavidas localizadas uma de cada lado, interiormente, do nariz. Ali, disse, acumula-se catarro. E a sinusite envolve também uma bactéria. As deliciosas palavras do Doctor foram as seguintes:

- Essa secreção se fica aí começa a apodrecer!

Imaginei mesmo um Victor Hugo de face exígua e maçãs do rosto roxeadas, quase pretas, vítimas de um apodrecimento interno, uma necrose agradável. Iria ficar parecendo um palhaço macabro. Poderia entrar no Slipknot, talvez.

Mas por hoje chega, era para ser esse post um 3 em 1. Em que eu falaria de várias coisas, mas já as esqueci todas. Então, fica para a próxima.

2 comentários:

Fabricio disse...

Puta meeerda! Huahauhauha... cinusite é umas das coisas mais irritantes da humanidade! Pelo menos não infiaram um caninho com uma micro câmera dentro do seu nariz!

vivi disse...

sempre q leio o q vc escreve me vem a cabeça Luis Fernando Verissimo. considere um elogio, pois adoro.
seu blog jah ta nos meus favoritos, leitura agradavel viu.. escreve muito bem miguxoooooooo
ahahah beijooo