27.5.07

O Labirinto do Fauno

É bobagem dizer "Não julgue um livro pela capa" ou "Não julgue um filme pela sinopse". Esses casos não se aplicam ao Labirinto do Fauno, filme de Guillermo del Toro, 2006.

Ao alugar o DVD, não o peguei despropositalmente, como se achasse uma relíquia escondida. Foi uma longa espera até locá-lo. Uma espera desde o momento em que saiu de cartaz no cinema de Rio Preto (maldito multiplex) após uma semana de exibição (sim, ridículo...) até o dia 20/05/2007, quando foi disponibilizado pelas locadoras.

Toda essa espera sem ter visto sequer uma pequena sequência do filme. Toda uma espera calcada pela expectativa gerada por uma sinopse.
Espanha, 1944. Oficialmente a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil). Lá as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes (Maribel Verdú), jovem cozinheira da casa, que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofelia descobre um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo consequências para todos à sua volta.

A mistura de fantasia com realidade, envolvendo ainda elementos de guerra, história, psicologia e suspense realmente me chamou a atenção. E a boa crítica completou o serviço de me fazer esperar pelo filme.


Ao terminar de ver o filme, senti-me feliz por este corresponder às expectativas. Os pontos altos do filme: coerência, coesão, fotografia, apelo visual e capacidade de prender o espectador encantaram sobretudo os chatos do Oscar, que deram as estatuetas de Melhor Direção de Arte, Melhor Maquiagem e Melhor Fotografia ao filme. Merecidamente.


Poucos são os filmes que conseguem me arrancar lágrimas dos olhos, e este conseguiu. Cenas filmadas sob ângulos diferentes, sinuosos, revelando uma atmosfera pesada, propícia para o surgimento da fantasia num mundo hiper-realista...arrancaram-me suspiros de impressão facilmente.

Portanto, está mais do que recomendado este filme que encanta a partir da sua própria descrição, que não precisou de nenhum super efeito especial para me surpreender e que tem todo sua magnificência a partir de sua modéstia. É talvez uma própria lição para heróis da Marvel e bruxos de Hogwarts por aí.

2 comentários:

Griet disse...

eu quero.

Ju disse...

Ainda pretendo ver esse filme também.
Aliás, outro dia assisti V for Vendetta e lembrei de você =P