23.4.07

...and don´t forget the Joker...

Quem dera nossa identidade se limitasse a um documento verde plastificado, o RG. Muito cômodo e simples seria minha vida se assim fosse o comum!

Mas não, a questão de identidade vai além disso. E perspassa nossa vida como um todo.

Eu, por exemplo, que senso de identidade tenho? Fico com a impressão de que seria ótimo recruta para a CIA ou a Abin, ou o que quer que seja um serviço secreto. Fico com a impressão de que nada sou e de que nada represento.

Uma pessoa normal tem as suas marcas, deixa-as por onde passa, tem seus costumes, as suas características indeléveis. Mas e eu? O garoto que a tudo se adapta. Um garoto semelhante a um forasteiro, e que parece não deixar pegadas por sua trilha.

Não tenho sequer um lugar fixo para morar. Não sei mais o que é chamar algo de "meu"! Pode parecer absurdo que isso faça alguém refletir abusivamente, mas a mim o faz.

E com que direito permito isso? Será tática para melhor viver? Creio que daria um péssimo humano normal. Talvez a própria esquisitice inerente ao meu ser seja uma identidade, por que não?

Penso que talvez no futuro, quando puder o mínimo conquistar, possa fincar uma bandeira sobre um monte e chamá-lo de meu reino, e ter nele meus súditos e meus conselheiros, e a minha rainha. Seria perfeito.

Mas até lá sigo como bobo da corte. Que das próprias piadas e gracejos não faz distinção, apenas percebendo que agrada a corte. Paciência.

Um comentário:

Victor the Stranger disse...

Consciência, quem que seja. Saiba que eu adoro tanto a bebida quanto os livros.

Ambos me botam a mente num nível tão ótimo quanto o de qualquer coisa que dê prazer por aí.