3.3.07

Cuide de suas vísceras, amor

Triste é o cenário. O viajante abandona suas terras e lá deixa seus bens. Aos abutres a carne! Bem sabemos que a carne sempre foi objeto de pecado.

E o pecado eu sei que vai vir do canto mais escuro e nojento da alma daqueles que me rodiavam. E diziam me amar.

Meu nome é Victor Hugo e eu aprendi a viver assim. Passando, revirando e abandonando.

Fato é que eu sempre passo. Deixo lá amor e acolá ódio. De qualquer maneira, o objetivo das pessoas é sempre sobreviver, fazer os outros sofrerem é a arte oculta do inconsciente.

Ou eu minto e acho que todos são bons e na verdade o monstro sou eu?

Discussão inútil. Pois eu passo. E a vida também. A única dor que resta é a de não saber domar o humano. Está aí um belo ser solitário e perfeito...o domador de humanos!

O mais engraçado dos fatos é a comparação entre coração e rosa. Ambos crescem vigorosamente, ostentam a beleza e o encanto, relacionam-se com o amor e depois murcham, morrem. A diferença é que o coração rebelde acaba na mão do abutre, que o estupra em seu banquete pervertido. Mas não me julgo diferente, sou também um abutre. O mais viajante deles.

Um comentário:

Lígia disse...

Agora o texto não parece mais bizarro.
=*